Pular para o conteúdo principal

A tecnologia conectando pelo Amor

O Amor, segundo os preceitos cristãos, é a forma mais completa de se aproximar de Deus. Concordo plenamente.

Esse Amor não é aquele da paixão carnal, daquela que nos atrai pelo olhar, pelo belo. É o Amor incondicional ao outro, pela natureza humana e pelo Bem. Pelo ser essencial ao outro e permitir que o outro seja essencial a nós, sempre conectados por Cristo em Deus, pois não há outra forma de ir ao Pai senão por Ele, Cristo.

Quando o ser humano se propõe a cultivar esse Amor, pelo Bem, pelo caráter ético da relação humana, ele se permite se aproximar e se conectar ao outro pelo igual preceito ético cristão, e assim admirar de forma amorosa esse outro. E cria essa conexão. Assim começa minha relação de amor pelo Rádio, e por figuras que nele se colocam.

Conto aqui a história de um homem que recém assumia a responsabilidade de ser pai. Pai e profissional, pai e alguém que almejava uma carreira. Pai de 25 anos e quatro filhos.

Pai que dividia as tarefas com a esposa, ajudando a cuidar dos afazeres domésticos porque a esposa também tinha sua carreira. Se não divide, não cresce. E é assim que esse pai se aprofundou nas história do Rádio. Em especial, a Rádio Bandeirantes.

Antes, havia cursado com muito amor mas pouca convicção, um ano de Jornalismo na faculdade. Parou por falta de Grana e Gana. Essa é a verdade! Mas continuou amando essa profissão exercida com tanta responsabilidade pela maioria dos profissionais.

Em 2006, nessas divisões de tarefa cotidianas, a partir da meia noite, ouvia o "A Caminho do Sol" pela Rádio Bandeirantes, como forma de distrair aqueles momentos de lavar louça, deixar as coisas organizadas pro dia seguinte. E ali se conectou pela admiração ao excelente Claudio Zaidan. E ficava impressionado: como pode falar de futebol, política, geo política, religião, conflitos no oriente médio, e ir de um assunto pro outro com tanta naturalidade? Era impressionante! Um grande companheiro.

Ele em Campinas.

Já no distante Rio Grande do Sul, como já citado e conhecida a história por todos, estava um solitário Muricy Ramalho, treinador do Inter, tendo essa mesma relação de admiração e companheirismo com o eclético e "Completo", aquele que sempre mandava "um abraço pro Manuel e pro Francisco".

Bons tempos!

E assim continuou acompanhando esse "Caboclo" nos últimos 14 anos. Da madrugada pras tardes de Domingo e noites de futebol durante a semana, no "Entendendo a Notícia" nas tardes, e mais recentemente, no "Jornal Gente".

É a tal conexão pela admiração e pelo amor ao próximo.

Hoje vivemos épocas complicadas. E o Amor precisa ser ainda mais cultivado. O Amor de Deus e para Deus.

O isolamento necessário para evitar o contágio nos deixou com maior necessidade de se aproximar. E a tecnologia nos ajuda nisso.

As notícias divulgadas na mídia tem nos deixado com medo, inseguros, acovardados e apavorados. A culta não é da mídia. O sentimento é nosso, escolha nossa e fruto da nossa fragilidade enquanto ser humano. Somos ao mesmo tempo, agentes da transformação e vítima dela.

Nesses momentos, procuro me refugiar com outras coisas. E descobri uma plataforma que trata de assuntos diversos, para evitar a enxurrada de notícias e números. Em uma dessas plataformas me vi ouvindo Cláudio Zaidan e Muricy Ramalho falando sobre futebol. Mas nesse bate papo descobri que havia um outro anterior sobre essa história. Não a desse pai que conto com propriedade, mas a do próprio Muricy e sua experiência solitária no Rio Grande do Sul. Mas essa não está mais na plataforma de podcasts. Portanto, enviei um "tweet" para o apresentador Kleber Machado:

https://twitter.com/i/timeline


#hojesim Kleber, sou ouvinte recente de podcasts e estou adorando a plataforma, em especial o #hojesim. No Google Podcasts estão faltando os primeiros 20 podcasts, e queria ouvi-los, em especial o primeiro com o @Claudiozaidan11 e o Muricy!

 E como é possível ver aqui, Zaidan curtiu meu Tweet! Fiquei louco! Isso gerou um segundo tweet:



No dia em que um de seus ídolos no Jornalismo curte um tweet seu vc fica como? #SouFãDoCaboclo , e um abraço pro Manuel e pro @SkaffTerra
 Foi muito legal!

Acho que ficou claro até aqui que a história do pai que conto é a minha própria história.

E nesse momento, a única e mais segura forma de interagir com os outros, a da tecnologia, é capaz de nos conectar pelo amor.

Foi uma ato simples pro Zaidan, tenho certeza. Mas nesses momentos, sentir que estamos conectados, me fez refletir que o ser humano é, além de político, essencialmente conectável e conectado.

E assim também é com nossos familiares, com aqueles amigos mais próximos que nesse momento estão menos próximos. Se estamos conectados pelo Amor, devemos manter essa conexão!

Espero que, nas próximas semanas possamos ter uma segunda chance.

Ter uma segunda chance de construir um mundo cada vez mais conectado, sempre com o Amor sendo esse elo. Aquele Amor que acolhe, respeita, entende, dialoga, discorda e respeita (com a permissão da redundância do termo "respeita").

Que as conexões nos tragam o verdadeiro sentido do Nós, ser coletivo. Do Amor que o Filho de Deus descreveu como o mais importante entre todos os mandamentos. O Amor que nos eleva a mais alta compreensão de mundo, daquele mundo que precisamos cuidar e reinventar daqui em diante.






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Café...

Nem eu sei mais de onde vem essa minha paixão por café. Mas vou tentar lembrar aqui. Lembro de meu pai acordando muito cedo pra fazer café, e ir trabalhar. Mas não me lembro de eu tomando esse café quando criança. Segundo histórica contada pela minha mãe, no primeiro dia de ambos casados, depois da Lua de Mel, meu pai a acorda e diz: "Mulher, acorda pra fazer café..". Minha mãe, com olhar solene vira pra ele e diz: "Quer café, vai fazer!". Desde então, e de minha mais remota lembrança, era ele quem fazia o café. Passado o tempo, e quando comecei a trabalhar aos 16 anos, conheci café pra valer. Aquele que é coado de dia e de tarde nas agências bancárias... Nem sei se hoje ainda é, mas na minha época de Caixa Econômica tinha o cafézinho adoçado como mel, e era pelo menos um copinho a cada hora ou hora e meia. E descobri que tomar café naqueles copinhos de plástico é um assassinato a língua. Queimava sempre. Foi a partir daí que passei a tomar o café n...

Brasil - O desentendimento das cores

Tudo azul com o Sr Azul! A tranquilidade reinava em sua vida. Todos os possíveis problemas sob controle. Uma perfeita harmonia. Num certo momento de sua extrema tranquilidade, alegria e harmonia encontra-se com o Sr Verde, a esperança em pessoa. O discurso do Sr Verde já não convencia mais as pessoas. Sua consciência eco-politicamente-correta parecia chata demais, muito Caxias. Tinha efeito apenas sobre jovens que tinham, digamos assim, um estilo de vida “Bem Natureba”, consumindo apenas substâncias duvidosas que surgiam da natureza, com o pretexto de que “se nasceu é pra ser consumido”. Uma conversa animada se iniciou ali: - Ola, Sr Verde, como anda a vida? - Vai bem, to com uma forte esperança que as coisas vão dar certo agora. As pessoas estão mais conscientes, sabem que devem preservar, sabem que devem consumir com mais responsabilidade. Sabem que esse mundo é finito... - Olha Sr Verde, não é bem isso que eu tenho visto por aí. Mas, como minha vida ta dando tudo certo, não vo...

Eu, Seo Enoch e um Resta 1.

Tenho muitas experiências fantásticas com o meu pai, e isso ainda vai dar um livro. Histórias tão reais quanto tudo o que a vida pode nos proporcionar. Porém esses dias voltei no tempo.  Fuçando nos canais de minha TV, achei um jogo que marcou uma boa e velha parte dessa incrível convivência. Resta 1. Nos idos dos anos 90 nós não tínhamos computador. O máximo que tinha era um vídeo game, que logicamente, não podia ser ligado a noite, pois tinha Jornal Nacional e novela pra assistir. Meu pai, como todos os dias, jantava e deitava no sofá para assistir ambas. Dormia de roncar, mas acordava ao menor movimento nosso em direção a TV, ou para mudar o canal, ou para ligar o vídeo game.  Mas as vezes ele não dormia. Tinha um tabuleiro de Resta 1 que lhe chamava muita atenção. Pra quem não conhece o jogo, o desafio é deixar apenas uma peça. Se essa ficar no centro, segundo as instruções do jogo, era um gênio. E esse era o passatempo e o desafio. Ele ...