Não há motivos para desespero nem tão pouco para euforia.
São todos momentos.
As vezes as coisas vão muito bem, o mar calmo, o barco no
rumo certo. Nessa fase é importante manter a mente focada no que realmente é
importante, e curtir o momento. Não se trata de uma acomodação, nem tão pouco
de uma preguiça, mas de um merecido deleite sobre a conquista. Foi difícil
chegar ali, e esse momento é merecido.
E as vezes as coisas não vão muito bem. O barco balança, sai
do rumo. Nessa fase não precisamos entrar em desespero. E também devemos curtir
o momento. É a fase da Reflexão. Nem sempre somos nós o problema, mas de certa
forma, também não somos a solução. E refletir sobre isso é importante pra
entender que estamos e precisamos estar em constante evolução. O que cresce
parado é mofo, fungo e bactéria. Nós, seres humanos, crescemos em movimento.
Experimentamos esses momentos de forma cíclica na vida, e de
formas diferentes também. E o peso que damos a isso é algo particular de cada
um, e cuja balança também é única. Não podemos medir o peso que damos em
particular para nossos momentos de euforia ou desalento da mesma forma como o
outro mede esses mesmos momentos. Devemos, com empatia e, redundantemente, se
colocando no lugar do outro, tentar entender esses momentos, e assim sentir um
pouco da angústia do momento em que o barco balança e a calmaria ou euforia de
quando o barco está calmo e sereno.
São apenas momentos.
Imagine a vida como uma caminho. Esse caminho se mede pelos
anos, meses, dias, pelas horas, pelos minutos e pelos segundos. É uma linha contínua
que segue sempre em frente. Ela não volta, sabiamente, para trás. Mas nessa
linha, seguimos com um mochila que cabe pouco, e por isso devemos ser seletivos
com aquilo que guardamos dentro delas, e escolher aquilo que vamos descartar
sabidamente no meio do caminho.
Antoine Lavoisier (1743-1794), cientista francês, criador da
frase "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma",
criou essa frase para descrever o quanto a química e a física contribuíam para
a transformação de tudo que há na natureza, e que a natureza nada mais é do que
um grande laboratório de transformação. Tudo é fruto dessa transformação.
Podemos usar essa mesma frase para definir os momentos que
passamos nessa linha contínua evolutiva que é nossa vida.
Todos os momentos que vivemos vieram do descarte de alguém e
se transformou em nós, e nós também descartamos os restos de nossa
transformação, que se transforma no outro. Ou seja, a partir do momento que
somos seres comunitários, que vivemos juntos, uns dos outros, estamos mudando,
nos transformando, e transformando ao outro que nos cerca. Dessa forma, esses
momentos que passamos gerou um fruto transformador. E nessa mochila que levamos
nessa linha, escolhemos aquilo que queremos carregar, por quanto tempo queremos
carregar, e o que descartaremos.
Para isso acontecer de forma harmoniosa, precisamos dividir,
compartilhar, e querer aprender juntos.
Esse é o papel da empatia. Viver o momento do outro, sem
julgamentos, nos ajuda a viver e transformar os nossos momentos.
Somo parâmetros de nós mesmos?
Meça segundo sua régua, desde que sua régua seja sempre o
parâmetro do outro.
Emita opinião quando for chamado a fazer. Não fique pregando
de sincero. Porque de toda a verdade que você está sujeito a conhecer, ela
ainda é apenas um dos lados da verdade. E como diria uma amiga minha, "a
verdade tem sempre três lado: o seu, o meu, e o real".
Não tente reviver momentos. Nessa linha contínua da vida, a
experiência não será a mesma.
Crie novos momentos, tenha novas experiências, avalie novas
forma de aproveitar as fases e os momentos, e seja feliz.
Viva os momentos, aprenda com eles, faça escolhas inteligentes,
aquelas que te fazem verdadeiramente mais felizes, e não necessariamente aquela
que julgam que você será mais feliz.
São apenas momentos?
Ainda sim, são apenas momentos. E que possamos crescer
sempre com esses momentos.


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