Pular para o conteúdo principal

Sobre nós contra nós mesmos

Não se trata de nós contra eles, nem deles contra nós,  nem dos mais fortes oprimindo os mais fracos e nem dos mais fracos revidando os mais fortes. Se trata de nós contra nós mesmos.

Vejamos: se acreditamos que somos todos de uma mesma raça humana, que as diferenças nada mais são do que características genéticas das inúmeras misturas que nos trouxeram até aqui, logo somos exatamente iguais. E sendo assim, qualquer batalha que nos colocamos é de nós humanos contra nós mesmos.

Por anos,  por ignorância de uns e senso moral e ético deturpados de outros,  a raça humana se sentiu no direito em se dividir em várias outras raças. Sabemos que os motivos são vários, e não vem ao caso detalhar eles aqui. O que importa é que ERRAMOS enquanto raça humana e nos colocamos superiores aos outros. Isso dividiu aquilo que chamamos de humanidade.

Sócrates,  filósofo,  defendia na sua Atividade Socrática que antes de conhecer a verdade do mundo deveríamos conhecer a nós mesmos. E assumir que esse processo de autoconhecimento é contínuo e essencial para  o conhecimento do mundo. Ele permite o diálogo com o outro, a verdadeira amizade e assim a plenitude da vida política.  O Homem é um ser político!

Pois bem!

Em que momento nesses últimos 2500 anos fizemos a curva no sentido contrário àquele  que há mais de 2000 anos  já sabíamos ser o correto?

Olhar para o passado e entender que erramos, onde erramos e onde não deveremos mais errar, considerando a raça humana como um ente único, é o processo de autoconhecimento que precisamos passar. Não tem jeito!

Buscar penalizar aqueles que erraram com um senso  de vingança é cometer o mesmo erro. É ser igual aqueles que nos acorrentaram e que nos trouxeram até aqui. Há de se caminhar para frente! Fazer ao outro aquilo que foi nos feito é nos diminuir e evitar um sentido obrigatório da vida: a evolução.

E essa evolução é principalmente de ordem Moral e Ética. Não há avanço técnico, científico ou tecnológico que se permita sem que a raça humana saiba exatamente qual é o limite da vida.

A tristeza de hoje pode se transformar na alegria do amanhã. E essa é uma decisão que cabe a mim e a você,  todos os dias. Isso não é política de Estado, decisão de burocratas ou que podemos terceirizar para alguém. Todos somos seres pensantes, criativos e críticos.

Todos devemos ter uma postura de autoconhecimento. Todos devemos ser humildes para reconhecer nossa ignorância a respeito de 99% das coisas pelas quais passaremos pela vida. E aprender a cada segundo que fazemos parte do cosmo, ao mesmo tempo que somos em nós mesmos o próprio cosmo.

Decida-se pelo Amor e pela Tolerância,
Pela Gentileza e Bom Humor,
Pela Cultura de Paz e não pela Guerra.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Café...

Nem eu sei mais de onde vem essa minha paixão por café. Mas vou tentar lembrar aqui. Lembro de meu pai acordando muito cedo pra fazer café, e ir trabalhar. Mas não me lembro de eu tomando esse café quando criança. Segundo histórica contada pela minha mãe, no primeiro dia de ambos casados, depois da Lua de Mel, meu pai a acorda e diz: "Mulher, acorda pra fazer café..". Minha mãe, com olhar solene vira pra ele e diz: "Quer café, vai fazer!". Desde então, e de minha mais remota lembrança, era ele quem fazia o café. Passado o tempo, e quando comecei a trabalhar aos 16 anos, conheci café pra valer. Aquele que é coado de dia e de tarde nas agências bancárias... Nem sei se hoje ainda é, mas na minha época de Caixa Econômica tinha o cafézinho adoçado como mel, e era pelo menos um copinho a cada hora ou hora e meia. E descobri que tomar café naqueles copinhos de plástico é um assassinato a língua. Queimava sempre. Foi a partir daí que passei a tomar o café n...

Brasil - O desentendimento das cores

Tudo azul com o Sr Azul! A tranquilidade reinava em sua vida. Todos os possíveis problemas sob controle. Uma perfeita harmonia. Num certo momento de sua extrema tranquilidade, alegria e harmonia encontra-se com o Sr Verde, a esperança em pessoa. O discurso do Sr Verde já não convencia mais as pessoas. Sua consciência eco-politicamente-correta parecia chata demais, muito Caxias. Tinha efeito apenas sobre jovens que tinham, digamos assim, um estilo de vida “Bem Natureba”, consumindo apenas substâncias duvidosas que surgiam da natureza, com o pretexto de que “se nasceu é pra ser consumido”. Uma conversa animada se iniciou ali: - Ola, Sr Verde, como anda a vida? - Vai bem, to com uma forte esperança que as coisas vão dar certo agora. As pessoas estão mais conscientes, sabem que devem preservar, sabem que devem consumir com mais responsabilidade. Sabem que esse mundo é finito... - Olha Sr Verde, não é bem isso que eu tenho visto por aí. Mas, como minha vida ta dando tudo certo, não vo...

Eu, Seo Enoch e um Resta 1.

Tenho muitas experiências fantásticas com o meu pai, e isso ainda vai dar um livro. Histórias tão reais quanto tudo o que a vida pode nos proporcionar. Porém esses dias voltei no tempo.  Fuçando nos canais de minha TV, achei um jogo que marcou uma boa e velha parte dessa incrível convivência. Resta 1. Nos idos dos anos 90 nós não tínhamos computador. O máximo que tinha era um vídeo game, que logicamente, não podia ser ligado a noite, pois tinha Jornal Nacional e novela pra assistir. Meu pai, como todos os dias, jantava e deitava no sofá para assistir ambas. Dormia de roncar, mas acordava ao menor movimento nosso em direção a TV, ou para mudar o canal, ou para ligar o vídeo game.  Mas as vezes ele não dormia. Tinha um tabuleiro de Resta 1 que lhe chamava muita atenção. Pra quem não conhece o jogo, o desafio é deixar apenas uma peça. Se essa ficar no centro, segundo as instruções do jogo, era um gênio. E esse era o passatempo e o desafio. Ele ...